RECUPERAÇÃO DE 
DESASTRES


Recuperação de desastre (RD), ou Recuperação do Sistema (português de Portugal), do inglês disaster recovery (DR), envolve um conjunto de políticas e procedimentos para permitir a recuperação ou continuação da infraestrutura de tecnologia e sistemas vitais na sequência de um desastre natural ou provocado pelo homem.A recuperação de desastre foca na TI ou sistemas de tecnologia que suportam funções de negócio, em oposição à continuidade do negócio, que envolve manter todos os aspectos essenciais de um negócio em funcionamento apesar de eventos disruptivos significantes. A recuperação de desastre é, portanto, um subconjunto da continuidade do negócio.

PLANO DE RECUPERAÇÃO

O plano de recuperação de desastres é composto, por cenários e procedimentos, que deverão ser aplicados sempre que ocorrer uma falha devido a alguma inconsistência provocada em virtude de ameaças como incêndios, inundações, vandalismo, sabotagem ou falhas de tecnologia.

É conhecido como DRP - disaster recovery plan[4], os planos normalmente são desenvolvidos pelos gestores de ativos, muitas vezes por exigências de regulamentações internacionais como a lei Sarbanes-Oxley, Bacen 3380, ISO 27000, ou devido a exigências de acionistas ou do próprio negócio.

Geralmente é composto de três fases

-   Programa de Administração de Crise  
Plano desenvolvido em conjunto, com definição de atividade, pessoas, dados lógicos e físicos
-    Plano de Continuidade Operacional
Possui diretivas do que fazer em cada operação em caso de desastres
-   Plano de Recuperação de Desastres
É a aplicação na prática do plano de continuidade operacional


AS  ESTRATÉGIAS

Antes de selecionar uma estratégia de recuperação de desastres, um planejador de recuperação de desastre primeiro refere-se ao plano de continuidade de negócios da sua organização, que deverá indicar as principais métricas de objetivo de ponto de recuperação (RPO) e objetivo de tempo de recuperação (RTO) para vários processos de negócios (como o processo de execução de folha de pagamento, geração de uma ordem, etc.). As métricas especificadas para os processos de negócios são então mapeadas para os sistemas de TI subjacentes e infraestrutura que suportam esses processos.

RTOs e RPOs incompletos podem rapidamente desviar-se de um plano de recuperação de desastres. Cada item no plano de RD requer um ponto de recuperação definido e um objetivo de tempo, uma vez que a incapacidade de criá-los pode levar a problemas significativos que podem estender o impacto do desastre.[6] Uma vez que as métricas de RTO e RPO foram mapeadas para infraestrutura de TI, o planejador da RD pode determinar a estratégia de recuperação mais adequado para cada sistema. A organização, em última análise define o orçamento de TI e, portanto, as métricas de RTO e RPO precisam se encaixar com o orçamento disponível. Enquanto a maioria dos chefes das unidades de negócios gostaria de zero perda de dados e perda de tempo zero, o custo associado a esse nível de proteção pode fazer as soluções de alta disponibilidade desejadas impraticável. Uma análise custo-benefício muitas vezes dita que sejam implementadas medidas de recuperação de desastres.

Algumas das estratégias mais comuns para a proteção de dados incluem:

Backups em nuvem enviados off-site em intervalos regulares
backups feitos para o disco on-site e automaticamente copiados para o disco off-site, ou feito diretamente no disco off-site
replicação de dados para um local off-site, o que supera a necessidade de restaurar os dados (apenas os sistemas em seguida, precisam ser restaurados ou sincronizados), muitas vezes fazendo uso de tecnologia de rede de área de armazenamento (SAN)
soluções de Nuvem Privada que replicam os dados de gestão (VMs, modelos e discos) para os domínios de armazenamento, que são parte da configuração de nuvem privada. Estes dados de gerenciamento são configurados como uma representação XML chamada OVF (Open Virtualization Format), e podem ser restaurados a partir da base de dados em caso de ocorrência de um desastre.

Em muitos casos, uma organização pode optar por usar um provedor de recuperação de desastres terceirizado para fornecer um site e sistemas de stand-by em vez de utilizar as suas próprias instalações remotas, cada vez mais através de computação em nuvem.

Além de preparar-se para a necessidade de recuperar os sistemas, as organizações também implementam medidas cautelares com o objetivo de prevenir um desastre, em primeiro lugar. Estas podem incluir:

espelhos locais de sistemas e/ou dados e uso de tecnologia de proteção de disco como RAID
protetores contra surtos - para minimizar o efeito de picos de energia em equipamentos eletrônicos sensíveis
uso de uma fonte de alimentação ininterrupta (UPS) e/ou gerador de backup para manter os sistemas funcionando em caso de uma falha de energia
sistemas de prevenção/mitigação de incêndio, tais como alarmes e extintores de incêndio
software anti-vírus e outras medidas de segurança

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


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